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Princípios para evoluir políticas na tecnologia em 2019

09

jan

Princípios para evoluir políticas na tecnologia em 2019

Startups Tecnologia

O ano passado foi repleto de debates públicos sobre os papéis e responsabilidades das empresas de tecnologia. À medida que o ano de 2019 começa, gostaria de compartilhar meus pontos de vista sobre essas importantes discussões e por que o Google apóia a regulamentação inteligente e outras formas de abordar problemas emergentes.

Sempre fomos e ainda somos fundamentalmente otimistas em relação ao poder da tecnologia inovadora. Temos orgulho de saber que os produtos e serviços do Google empoderam bilhões de pessoas, impulsionam o crescimento econômico e oferecem ferramentas importantes para a vida cotidiana. Isso ocorre de várias formas: do acesso instantâneo às informações em todo o mundo a uma galeria de fotos para ser classificada, das ferramentas que permitem compartilhar documentos e agendas com amigos a rotas que ajudam a evitar engarrafamentos ou ainda qualquer outro recurso do Google que você acredite ser mais útil.

Mas esse otimismo não apaga os desafios que enfrentamos – incluindo aqueles que são colocados pelo uso indevido de novas tecnologias. Novas ferramentas, inevitavelmente, afetam não apenas as pessoas e empresas que as utilizam, mas também culturas, economias e sociedades como um todo. Percorremos um longo caminho desde a época em que éramos uma startup desorganizada e, com bilhões de pessoas usando nossos serviços todos os dias, reconhecemos a necessidade de enfrentar questões difíceis sobre os impactos da tecnologia.

Em alguns casos, as leis precisam ser atualizadas, como mostramos em nossa recente postagem sobre proteção de dados e na nossa proposta sobre o acesso dos dados aos agentes da lei. Em outros, a colaboração entre a indústria, o governo e a sociedade civil pode levar a abordagens complementares, como um esforço conjunto para combater conteúdos terroristas, material de abuso sexual infantil e pirataria de direitos autorais na internet. As preocupações em comum também podem levar a formas de capacitar as pessoas com novas ferramentas de controle, como ajudar as pessoas a gerenciar e mover seus dados. Por isso, somos líderes desde 2007 no desenvolvimento de ferramentas de portabilidade de dados e, no ano passado, ajudamos a lançar o Projeto de Transferência de Dados entre empresas.

Nós não vemos a regulamentação inteligente em estado final, acreditamos que ela deve se desenvolver e evoluir. Em uma era (e um setor) de mudança rápida, é improvável que as soluções de um único tamanho funcionem bem. Em vez disso, é importante começar focando em um problema específico e buscar soluções bem adaptadas e fundamentadas, pensando nos benefícios, nos impactos de segunda ordem e no potencial de efeitos colaterais indesejados.

Os nossos esforços para lidar com conteúdo ilegal e prejudicial na internet refletem como as empresas de tecnologia podem desempenhar um papel de apoio nesse processo:

Primeiro, para apoiar uma transparência construtiva, lançamos nosso Google Transparency Report há mais de oito anos e continuamos ampliando nossos esforços de transparência ao longo do tempo, mais recentemente com o relatório de Aplicação das diretrizes da comunidade do YouTube.
Em segundo lugar, para cultivar práticas recomendadas para remoções de conteúdo com responsabilidade, apoiamos iniciativas como o Global Internet Forum to Counter Terrorism, no qual empresas de tecnologia, governos e sociedade civil trabalharam juntas para impedir a exploração de serviços on-line.
Finalmente, participamos de sistemas de prestação de contas supervisionados pelo governo. Por exemplo, o Hate Speech Code of Conduct da União Europeia inclui um processo de auditoria para monitorar como as plataformas estão cumprindo nossos compromissos. E, no recente Code of Practice On Disinformation da UE, concordamos em ajudar os pesquisadores a estudar esse tópico, a relatar e avaliar regularmente nossos próximos passos nessa luta.

Enquanto o mundo estiver ainda no início da “Revolução da Informação”, capítulos mais importantes e emocionantes estão por vir. O Google foi pioneiro em várias ferramentas de inteligência artificial (IA) e publicou um conjunto de princípios para orientar nosso trabalho e informar de forma ampla o debate público sobre o uso dessas tecnologias. Teremos mais a dizer sobre questões de IA nas próximas semanas. É claro que, a cada novo avanço, novas questões vão surgir – e esperamos ouvir a todos e compartilhar nossos pensamentos e ideias.

Por por Kent Walker, vice-presidente sênior de Global Affairs e Chief Legal Officer



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